Oscars, DiCaprios e outras considerações

Estamos muito perto dos Oscars e este ano a questão “será que é desta, DiCaprio?” mantem-se. Portanto aqui ficam algumas considerações sobre esta gala e opiniões que não serão assim tão populares.

oscars-for-everbody

  • Apesar de achar que o Oscar de melhor filme vai ser atribuído ao The Revenant, ainda acho também que este filme é um exemplo perfeito de que bom realizador + bons atores + boa fotografia nem sempre equivale a uma boa narrativa. Os aspectos visuais eram excelentes, sempre com um elemento de surpresa porém não achei o argumento propriamente inovador.
  • A prestação do Tom Hardy foi superior à do Leonardo DiCaprio, no mesmo filme, pelo que este deverá levar para casa a estatueta de melhor ator secundário.
  • Não, acho que o Leo ainda não vai ganhar este ano, e apesar de estar a torcer pelo Redmayne (ainda vou fazer uma review da Danish Girl apesar de já estar atrasada) ainda acho que vai ser o Fassbender o vencedor da noite. Porquê? Não sei, palpites (afinal é para especular que servem os oscars).
  • Brie Larson, claro. The girl is on a hot hair balloon and the only way is up. Se bem que também a Saoirse (mas esta já ganha por ter um dos melhores nomes Europeus).
  • É um bom ano para girl power, todas as prestações foram óptimas, e aponto a Alicia Vikander para melhor atriz secundária (é, tenho mesmo de fazer a review do Danish Girl). Ofereço uma menção honrosa a Jennifer Jason Leigh pela participação no Hateful Eight. Nunca vi personagem mais fora do comum que a dela.
  • Tenho especial consideração pela categoria de animação. Não há grandes surpresas aqui, infelizmente os estúdios grandes arrecadam sempre os prémios, não que não sejam merecidos, mas o estúdio Ghibli já merecia algum reconhecimento ocidental, especialmente agora que está em vias de desligar as luzes. Assim não me espanta que os dois grandes deste estúdio tenham recusado a proposta da academia para fazerem parte do júri.
  • Espero que o Mad Max colecione algumas estatuetas em aspectos mais técnicos e o Star Wars na melhor banda sonora.
  • O guarda-roupa este ano é de quem o apanhar mas acho que o The Renevant vai ter os braços mais longos.
  • O tema polémico da falta de diversidade nos Óscars este ano é, na minha opinião, propositado. Já viram o Beasts Of No Nation? Não? Então vão ver e depois venham cá falar comigo sobre o Idris Elba. Entre representatividade e oportunidade de papeis multirraciais ficamos com excelentes actores desvalorizados. Mas o Chris Rock não vai deixar passar isto ao lado. 82412-Idris-Elba-JUDGING-YOU-gif-RTIO

Conclusão: Os Oscars refletem uma opinião de um certo grupo específico de pessoas, não devendo ser considerados como um selo de aprovação definitivo do que é bom ou mau. Ou do que é melhor sobre o outro. Pessoas diferentes sentem filmes diferentes de forma diferente e o que a academia considera melhor não tem de ser necessariamente o melhor para o espectador. Penso que os Oscars deveriam ser uma celebração do que melhor se faz na sétima arte e não uma competição tão acesa como é agora. Toda a gente gosta de ver o seu trabalho reconhecido claro mas, por exemplo no caso do Leonardo DiCaprio, se ainda não for este ano que o moço ganha o tão almejado Oscar, não faz dele um actor inferior ao que eventualmente ganhe. Não devia ser a opinião das pessoas que consomem os filmes mais importante que a opinião de meia dúzia de homens de meia idade? Ninguém é dono da arte, e como em todas as outras 6 artes, é tudo muito subjetivo.

Ps.: Esperem os memes segunda, com ou sem Oscar. BREAK THE INTERNET LEO!

Anúncios

Review Os Oito Odiados/The Hateful Eight

Review Os Oito Odiados/The Hateful Eight

Já acordaram um dia e pensaram para vocês mesmos “Sou uma menina linda, talentosa e maravilhosa”? É que foi o que aconteceu ao Tarantino no dia em que ele decidiu realizar Os Oito Odiados. O filme é uma ode ao género Tarantino (sim porque já é praticamente um género à parte) que celebra a carreira do autor. É um Western desde o início até ao fim onde nada é bonito, exceto a neve, e até essa fica manchada de sangue. Os diálogos são maravilhosos que, juntamente com a caracterização das personagens, ficamos com um filme borderline peça shakespeariana. A pitada de mistério e suspense não podiam faltar. É um ótimo filme que se desenrola suavemente sem ser forçado.
Talvez o Tarantino seja mesmo uma menina linda, talentosa e maravilhosa.

Continue reading “Review Os Oito Odiados/The Hateful Eight”

Harry Potter – Edição Ilustrada/Illustrated edition

IMG_20160207_224756

No fim do ano passado foi lançada a edição ilustrada do Harry Potter e a Pedra Filosofal pela Editorial Presença. Eu tive que por as minhas mãos num ou o meu coração murchava tipo passa de uva seca. O livro tem o texto original, é de capa dura e de grandes dimensões.

Recentemente tive um tempinho para explorar o livro com calma e senti-me uma miúda outra vez com as ilustrações dos dragões, ogres e personagens. Tirei umas fotos para quem tem curiosidade de espreitar e antes que me perguntem: claro que vale a pena.

12341187_1016493045039692_4720643869994767554_n

.. ..

——————————-

Last year it was lauched an illustrated edition of Harry Potter and the Philosopher’s Stone. I had to get my hands on one of these or my heart would srink like an old rasin. The book has the original text, hard cover and it’s big.

Recently I had some time to explore it properly and felt like a little kid again with the illustrations of dragons, ogres and characters. I took some photos if you are curious to take a look and before anyone asks: yes, it’s worth it.

.. ..

 

Maquilhagem/Makeup: IT’S A TRAP

Num belo dia de fevereiro (em que fazia vento e chovia torrencialmente), entrei numa loja de perfumes e cosmética. Vamos chamar a esta loja Fragrâncias e Coisas. Ao deambular pela secção de maquilhagem da loja sou intercetada por uma funcionária descida dos céus pronta para espalhar a boa nova. Vamos constatar o facto de eu, naquele dia, não estar maquilhada. Chegando-se até mim como um anjo da salvação, olha para mim e diz: “É fascinada por maquilhagem? Precisa de AJUDA?”

IMG_20160218_173007
Ora bem, primeiro entrei num paradoxo filosofal, perguntando-me internamente se EU sou fascinada por maquilhagem. Recentemente decidi iniciar a minha busca por mais conhecimentos sobre maquilhagem. Foi uma viagem exaustiva mas numa noite fiquei a saber as diferenças entre 30 pincéis iguais, quais as melhores marcas para batons mate e como fazer um smoky eye em todas as cores possíveis e imaginárias. Gosto de imaginar que a minha entrada no mundo da maquilhagem foi durante a madrugada enquanto clicava compulsivamente em sites de cosmética, curvada sobre o computador que apenas iluminava a minha cara maníaca cheia de tiques nervosos. Quando acordei ao outro dia era uma pessoa mudada, no entanto sempre com um vazio, de que os meus conhecimentos sobre pinturas faciais nunca fossem suficientes.
Voltando à história da senhora da loja, o facto de ela considerar que a minha cara nua precisava seriamente de ajuda deixou-me abalada. Ela era um mestre jedi e eu era o seu padawan frustrado.

PhotoGrid_1455817059921
De facto se calhar ainda preciso de ajuda, é difícil acompanhar a evolução darwiniana da maquilhagem: creme, primer, base,corrector, pó fixador, bronzer, blush, iluminador. Ainda é mais complicado quando esta aprendizagem é feita em sentido inverso. Quando comecei a usar maquilhagem aos 14-ish anos só usava base e eyeliner (azul com brilhantes, claro), depois começa-se a usar um cat eye e batom vermelho. Ok, podia ter ficado por aqui mas depois é preciso esfoliante e hidratante para os lábios ohhh mas com delineador fica melhor. As sombras então são um poço sem fundo. Não experimentem com sombras crianças, entre 5 tons parecidos vocês vão achar que precisam de todos, com e sem brilhantes.
Assim, respondendo à senhora da fascinação da maquilhagem: sim preciso de AJUDA mas é para parar o comboio da maquilhagem, não é para entrar nele.
Conclusão: a maquilhagem é composta 57% de cocaína porque nunca na história da humanidade se ouviu a frase “Já tenho maquilhagem que chegue”.

.. ..

 

 

—————————————————-

It was a beautiful February day (it was windy and pouring), I entered a perfume and cosmetics shop. Walking around the store I’m stopped by an employee that came from the skies ready to talk about the lord and savior. Let’s just say that I didn’t had any makeup on that day. She approached me like a salvation angel, looks at me and says: “ Are you fascinated by makeup? Do you need HELP?”

IMG_20160218_173007
Well, fist of all I entered a philosophic paradox, asking myself if I AM fascinated by makeup. Recently, I decided to begin my journey for more makeup knowledge. It was an intense journey but in one night I learnt about the differences on 30 equal brushes, what are the best brands for matte lipstick, and how to make a smoky eye in all the colours you can imagine. I like to imagine that my entrance in the makeup world was during the night while I clicked compulsively on cosmetic’s websites, curved over my laptop that illuminated only my maniac, full of twitches face. When I woke up next day, I was a changed person, but a feeling of emptiness was lingering on, that maybe, my knowledge about facial painting would never be enough.
Going back to the story of the lady in the store, the fact that she thought that my bare face needed urgent help shook me up. She was a jedi master and I was her young, frustrated padawan.

PhotoGrid_1455817059921
Maybe I do still need help, it’s hard to keep up the darwanian evolution of makeup: moisturizer, primer, foundation, concealer, fixing powder, bronzer, blush, illuminator. This is even harder when this is learnt the other way around. When I started to use makeup at 14-ish I only used foundation and eyeliner (blue with glitter, of course), then you star wearing a cat eye and red lipstick. Ok, that’s fine, you could have stopped here but then you need exfoliating and moisturizing for your lips ohhhh but it looks better with a lip liner. Eyeshadows are a bottomless pit. Do not mess around with eyeshadows children, between 5 similar tons you are going to think you need them all, with and without shimmer.
So, answering the makeup lady: yes I do need HELP but it’s to stop the makeup train, not to get on it.
In conclusion: makeup is composed by 57% of cocaine because never in the human history you heard the phrase “I have enough makeup”.

.. ..

(A)Provado: O Macarrão de Estaline

A Bertrand ofereceu um livro ao meu namorado, Jorge, por ele ter participado num concurso que EU lhe mostrei. Foram queridos e enviaram o livro “O Macarrão de Estaline” de Jon Rönström. O livro é uma compilação de receitas que foram um acompanhamento na história mundial. A receita das panquecas da Rosa Parks, o que foi servido no primeiro jantar dos óscars, a salada de camarão do Kurt Cobain (que foi encontrada escrevinhada como nota num dos seus blocos), entre muitas outras receitas curiosas encontram-se aqui.

Desde sempre que a comida aproxima pessoas, gerações e culturas por isso não é de estranhar que este livro ressoe em mim desta maneira tão peculiar. Assim, decidimos experimental o tal macarrão de Estaline, apesar de ser muito simples de fazer, eu, com os meus poderes de chef principal, claro que pedi ao subchefe Jorge para cortar a cebola (os namorados também impedem as namoradas de chorar por isso era um trabalho 2 em 1). Foi o macarrão que Estaline, Churchill e Roosevelt partilharam durante a Conferencia da Crimeia em 1945 e assim faz sentido que o ingrediente secreto seja molho inglês.

lidow_2016118144636210

Opinião do subchefe/consumidor/Jorge: “Era bom. Não era gorduroso e é uma refeição rápida”.

Está (a)provado!

.. ..

 

—————————

Bertrand, a portuguese editor, gave my boyfriend Jorge a book because he enterer a contest that I told HIM about. They were very sweet and sent us the book “O Macarrão de Estaline” (Stalins Makaroner it’s the original name because I don’t think there is an English version yet). The book is a gathering of recipes that were a side dish in world’s history. Rosa Parks’ pancakes, what was served in the 1st gala of the Oscars, the shrimp salad of Kurt Cobain (that was found scribbled between his notes), between many other interesting recipes that are found here.

Food always brought people closer, generations and cultures together so it’s not so strange to think that this book has this quirky effect on me. So we decided to try this pasta recipe, and although it’s very simple to make, I, with my main chef powers, asked sub chef Jorge to chop the onions for me (boyfriends have the task to prevent girlfriends from crying so it was a 2×1 job). This was the pasta that Stalin, Churchill and Roosevelt shared during the 1945’s Crimea Conference, making sense that the secret ingredient is English sauce.

lidow_2016118144636210

Sub chef/eater/Jorge’s opinion: “It’s good. It wasn’t greasy and it’s a fast meal”.

It’s Approved!

.. ..

 

Review “As Memórias de Marnie”/”When Marnie Was There”

marnie-11Visualmente belo, aspeto indissociável do estúdio Ghibli, Memórias de Marnie mostra-nos uma história complexa que se vai desenrolando e entrelaçando à medida que o filme avança. Baseado no livro de Joan G. Robinson, este conta a história de Anna, uma criança de 12 anos solitária que, no início da puberdade, começa a questionar a sua identidade. Sente-se excluída pelo mundo uma vez que foi adotada por uma família de acolhimento e não partilha dos mesmos interesses que os pares da mesma idade.

“In this world, there’s an invisible magic circle. There’s inside and outside. These people are inside. And I’m outside.”

A saúde mental de Anna é posta em causa e então é enviada para casa de um casal numa vila campestre. Anna conhece então Marnie, uma rapariga da sua idade que vive na casa Marsh e que se torna a sua única amiga. No entanto quando uma nova família se muda para a casa Marsh, Annie começa a pensar que talvez Marnie seja mais do que aparenta. Com o desenrolar da história a realidade vai-se baralhando cada vez mais quando Anna percebe que talvez Marnie seja um produto da sua imaginação. Através de Marnie, Anna conseguiu desenvolver outras capacidades sociais, um sentido de intimidade para com os outros e criar novas amizades, movendo-se cada vez mais para dentro do “círculo” do qual se sentia tão excluída. A personagem principal amadurece durante todo o filme, culminando na cena final onde finalmente abraça e chama a tutora de “mãe”.
A cena onde as amigas têm de se despedir e se perdoam é bastante complexa e marca, para mim, o final da infância de Anna, que faz todo o sentido quando percebemos quem de facto é Marnie.

when_marnie_was_there_boat

SPOILER
Marnie é um espírito que vive naquela casa, cresceu, casou, teve uma filha e também sofria de uma doença mental, era o espírito da avó de Anna. A avó cuidou dela até falecer, altura em que Anna se começou a sentir abandonada, pelos pais e, depois, pela avó.

FIM DE SPOILER
Essa cena mostra o quanto Anna cresceu e aceita o seu passado, bem como todos os acontecimentos a tornaram no que é e tem agora.
Também considerei relevante uma personagem secundária, um pescador sisudo e solitário com quem os miúdos gozavam, que era o único para além de Anna que conseguia ver a “menina presa na janela azul da casa”. Na minha perspetiva o facto da avó de Anna sofrer de algum tipo de doença mental como ela e, assumindo que o pescador também, consigo traçar uma ideia geral, maior que o filme, de que a doença mental torna as pessoas sensíveis a algo mais e as une como um laço invisível.
Apesar de este filme não partilhar do mesmo nível de fantasia dos outros filmes do estúdio Ghibli, roça o paranormal, mantendo uma linha ténue sobre o que é ilusório ou não. Difere bastante dos filmes de animação ocidentais (claro), é uma narrativa suave, calma que nos embala juntamente a imagética do filme. As personagens são embutidas de muita emoção, fazendo-nos esquecer por vezes que é um filme de animação.

maxresdefault
É uma história sobre descoberta pessoal, família, intimidade e doença mental, contado numa narrativa muito especial.

.. ..

 

 

——————–

marnie-11

Visually beautiful, inseparable aspect of Studio Ghibli, When Marnie Was There show us a complex story that unfolds and interweaves as the film goes on. Based on the book by Joan G. Robinson, it tells the story of Anna, a 12 year old lonely child that, in the beginning of puberty, starts to question her identity. She feels an outsider since she was adopted by a foster family and doesn’t share the same interests as hers peers.

“In this world, there’s an invisible magic circle. There’s inside and outside. These people are inside. And I’m outside.”

Anna’s mental health is questioned and she’s sent to a couple’s home in the countryside. Then Anna meets Marnie, a girl her age that lives in the Marsh house and becomes her only friend. However when a new family moves to the Marsh House, Annie begins to think that maybe Marnie is more than she seems to be. As the story unravels the reality confuses itself when Anna realizes that Marnie may be a product of her imagination. Through Marnie, Anna was able to develop social skills, a sense of intimacy with others and create new friendships, moving herself closer to the “circle” she felt so excluded from. The main character grows throughout the whole movie, culminating on the last scene when she hugs and calls her guardian “mom”.
The scene where the friends have to say goodbye and forgive is very complex and pinpoints, to me, the end of Anna’s childhood, and makes perfect sense when we realize who Marnie is.

when_marnie_was_there_boat

SPOILER
Marnie is a spirit that lives in that house, she grew up, got married, had a daughter and suffered from mental health as well, it was Anna grandmother’s spirit. Her grandmother took care of her till she passed away, time when Anna started to become abandoned by her parents and later by her grandmother.

END OF SPOILER
That scene shows how much Anna grew and has accepted her past, as well as all the things that made her who she is.
I also found important a secondary character, a quiet lonely fisherman, who kids used to mock, who was the only one who could see “the girl trapped in the blue window” besides Anna. In my point of view, the fact that Anna’s grandmother suffered from mental illness just like her, and assuming that the fisherman too, I can trace a general idea, bigger than the film, that mental illness makes people sensitive to something more and bonds them together.
Although this movie doesn’t share the same level of fantasy as other films from the same studio, it touches the paranormal, keeping a fine line between what’s real and what’s not. It’s different from occidental animation movies, and shows a smooth, calm narrative that cradle us with the movie’s visuals. The characters are involved with a lot of emotion, making us sometimes forget that it is an animated film.

maxresdefault
This is a story about self-discovery, family, intimacy, and mental illness, told in a very special way.

.. ..

Olá/Hello

Bem vindos ao 22.

Este blog não é um de opiniões, não é de maquilhagem, não é de culinária nem música. Também não é de psicologia, literatura, humor ou cultura em geral.

É um blog de tudo um pouco.

Espero que me acompanhem nesta experiência e que seja interessante explorar assuntos, desafios, opiniões comigo, e que continuem a clicar aqui para mais.

.. ..

——-

Welcome to 22.

This blog is not a review blog, not a makeup one, not a cooking or a musical one. It’s not a psychology blog, literature, humor, nor general culture.

This blog is a little bit of everything.

I hope you follow me into this experience and that you find  interesting exploring subjects, dares, reviews with me, and keep clicking here for more.

.. ..