BigBang-O antecipado regresso

Hoje vamos falar sobre BigBang e os acontecimentos que se desenrolaram durante a tarde. Não, não é sobre o fenómeno que deu origem ao universo mas sim o fenómeno que deu origem ao universo de K-Pop como o conhecemos.

Os BigBang são um grupo de K-pop com 10 anos de experiência no topo das tabelas e (o) um dos melhores grupos do género. Estiveram ausentes durante uns tempos mas voltaram, com um album novo – Made-  e dois novos videos/músicas. E amigos, é assim que se faz um comeback! Tudo no mesmo dia.

Vou então guiar-vos pelos novos vídeos e músicas sempre declamando a minha opinião.

 

A primeira música chama-se Fxxk It, sim, com o cencurado e tudo, e é o que eu chamo uma música “hino”, para ser fácil de cantar com multidões e fomentar um sentido de pertença. Se calhar as minhas expectativas eram demasiado elevadas mas estava à espera de algo do género da “BangBangBang”, mais forte e “in your face”. Tirando isso o vídeo é muito BigBang com roupas que não deviam funcionar juntas mas que de alguma forma me faz querer misturar padrões e cores. Isso e pintar o cabelo de rosa com as raízes castanhas. Mas se fosse aqui a Inês a tentar o estilo k-pop ia ser menos “ídolo coreano” e mais “mendiga de caixote do lixo”. Concluindo é um vídeo que promove descaradamente relações positivas entre os membros da banda, um grupo exclusivo e súper divertido do qual o espectador é convidado a fazer parte. Este tema é largamente utilizado no k-pop porque claramente funciona e é eficaz. Continuo a salutar o imenso trabalho de toda a equipa por detrás destas empresas, neste caso a YG, porque apesar de o produto final, que neste caso é a banda em si, parecer “effortless” é necessário planear e trabalhar para que isso assim pareça. E claro que isso também se estende aos próprios elementos da banda.

E a seguir à festa chega a melancolia. Com rumores de que o grupo se vai separar, esta nova música vem apimentar ainda mais os rumores. É uma música nostálgica que relembra todos os 10 anos de BigBang como banda. Sobretudo penso que foi inteligente do ponto de vista de marketing picar o público com mais rumores sobre a separação. Na Coreia todos os homens têm de prestar serviço militar até aos 30 anos e com o alistamento do membro mais velho da banda, uma pausa (pelo menos) é inevitável. Na minha opinião duvido MUITO que a banda termine agora. São a banda mais bem-sucedida e conhecidada k-pop e a principal fonte de rendimento da empresa que os suporta. Não posso deixar de referir que temos o TOP a cantar aqui e o quanto a parte do Daesung na música anterior, para mim foram estes os bocadinhos surpreendentes.

Fiquei um bocadinho desiludida com este regresso dos BigBang, o album só tem 3 músicas novas e esperava mais dos vídeos. Parece-me que foi feito tudo sobre a pressão de voltarem porque sabem que em breve vão ter de se retirar outra vez da ribalta. É um comeback com algo de nostálgico tanto como pelo passado como pelo futuro.

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É agridoce.

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Subenshi -De comer e voltar para mais

Recentemente fiz umas mini-férias românticas por Aveiro e como manda a lei, férias românticas merecem jantar romântico. E assim foi que o sushi do restaurante Subenshi entrou na equação.

Situado perto do canal da ria de Aveiro o Subenshi surpreende na decoração tão contemporânea e atual que parece algo saído dos sonhos de Murakami. Sofás, um aquário e um balcão onde podemos ver confeccionar o nosso próprio jantar. É o Japão com um toque de água doce da ria.

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Fotografias tiradas com telemóvel dão classe a qualquer post

Esta não foi a primeira vez que fui a este espaço. No ano novo tive oportunidade de experimentar o sushi à escolha do sushimen, as gambas subenshi e as lulas bicudas tempura. Saí muito impressionada e com vontade de voltar.

Desta vez pedimos, para começar, miso – uma sopa leve de tofú delicioso. Uma entrada para replicar em casa, depois de comprar tacinhas e colheres igualmente charmosas. Pedimos também gambas tempura e gyosa yasai (dumplings ou “raviois” recheados com legumes). Para acompanhar e preencher os copos, pedimos uma champanhada de frutos vermelhos.

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Existe a possibilidade de pedir sushi tradicional porém recomendo o menú do sushi de fusão. É a sabedoria da tradição com a inovação do presente. Também existe opção vegetariana. Como já tinha experimentado o menú à escolha do sushimen decidimos escolher as nossas próprias peças de sushi. Assim comemos, sake maki – rolinhos de salmão, kappa maki – rolinhos de pepino e manga maki – rolinhos de manga. Experimentámos ainda os futo maki – rolo recheado com camarão tempura, salmão, rúcula, alho francês, maionese japonesa e sésamo moído, e o meu preferido: crepe roll – um rolo pelo qual Adão voltaria a pecar, recheado com salmão, camarão, cream cheese, cebolinho e sésamo moído, tudo combinado numa orquestra de sabores e texturas surpreendentes.

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Desta vez provei a tarte azuki, feita de feijão japonês porém anteriormente pedi o parfait de teriyaki e ainda me lembro de ter dito qualquer coisa como “Esta é provavelmente a melhor sobremesa que já comi.”. E provavelmente ainda é. Doce e um bocadinho salgada, subtil e complexa.

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Por provar ficam as massas e os hamburguers… sim, leram bem.

Podem consultar o resto da ementa no site do restaurante bem como mais informações. Aconselho ainda a fazerem uma reserva pois o local é pequeno e os clientes são bastantes.

Binge Watching – Stranger Things

Os domingos são dias de preguiça e de por as séries em dia… ou deixar tudo para trás e ver compulsivamente uma série nova.

Esta semana ficou disponível na Netflix toda a primeira temporada de “Stranger Things”. São 8 episódios com aproximadamente 50 minutos cada um.

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A série começa quando o filho da Winona Ryder desaparece e um seguimento de situações insólitas começa a acontecer. O fio condutor da história é o grupo de amigos da personagem que desaparece remetendo para alguns clássicos do cinema dos anos 80 como o “Stand By Me”, “E.T.” ou mesmo “Os Goonies”.

Stranger Things tem tudo o que é necessário para ser um grande hit: thriller, sobrenatural, ótimos atores de palmo e meio, personagens complexas, experiências secretas, miúdos estranhos e nostalgia aos montes.

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Vou no terceiro capítulo e esta série conquistou-me desde o início, é mesmo “uma carta de amor aos clássicos sobrenaturais dos anos 80”. Adoro a complexidade de algumas personagens, como todas as pequenas histórias pessoais estão conectadas e principalmente adoro o simbolismo implícito de pequenos gestos e cenas.

Não posso deixar de falar na maravilhosa banda sonora.

Recomendo-vos a irem espreitar este bocadinho de arte, promete deslumbrar. Deixo aqui o trailer para aguçar a curiosidade.

 

K-Pop

Se têm vivido debaixo de uma pedra tenho uma novidade para vocês: a música pop coreana, k-pop, é extremamente popular. Apesar de se chamar k-pop nem toda a música produzida na coreia é exatamente pop. O termo “pop” aparece como abreviatura de “popular” uma vez que existem vários géneros musicais desde rock, hip-hop, r&b, electrónica ou mesmo metal. Comummente, são utilizadas expressões em inglês de forma a abranger o alvo mundial.

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O k-Pop começou por ser popular em países asiáticos como o Japão e a China, apelando à camada adolescente da população, porém, graças à internet o fenómeno rapidamente se espalhou pelo ocidente. O cantor PSY teve um grande papel nesta conquista mundial do K-Pop com o seu hit Gangnam Style. Também é preciso mencionar que a comunidade de fãns de K-Pop é bastante intensa na forma como divulga a sua banda ou cantor preferido. Os fans mais obcecados e que transpõem a via do socialmente aceitável são chamados de sasaeng – o que nós denominaríamos de stalkers. Digamos que se o Elvis ou os Beatles fossem coreanos metade dos seus seguidores durante os anos 60 seriam sasaeng.

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Existe uma peculiaridade no K-Pop que é vista com maus olhos pelos costumes ocidentais. A grande maioria das bandas de coreanas são recrutadas por grandes companhias musicais que lançam os artistas para o estrelato depois de anos de treino intenso. Os artistas são treinados em canto, dança, representação e orquestrados por um grupo de pessoas. O “produto” final apresentado aos consumidores é alvo de um rigoroso estudo e foi cuidadosamente montado para obter as reações esperadas por parte dos fãns. Aqui, no ocidente, é dado mais valor a um músico que triunfa sozinho na indústria da música no entanto, na Coreia este processo não é visto com maus olhos, muito pelo contrário, as pessoas mal podem esperar para conhecer o próximo grupo ou artista lançado por uma das grandes companhias.
Dito isto, todos os membros de uma banda K-Pop são como ninjas, possuem uma mestria quase sobre-humana sobre todos os aspetos adjacentes à música. Assim o K-Pop abrange várias vertentes como dança, nunca esquecendo o forte componente de moda o que disponibiliza um espetáculo visual tanto em concertos ao vivo como nos vídeo-clips.

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O K-Pop também veio revolucionar as coisas a nível social. A representatividade asiática nos media aumentou, o país é publicitado de uma maneira especial dando a conhecer uma nova cultura através da música. Os ideais de beleza estão a mudar bidireccionalmente, especialmente a visão sobre a sexualidade nos países asiáticos. I dare you irem ver um vídeo de K-Pop e dizerem que aquelas pessoas não são sexys.Obviamente que nesta troca simbiótica muitos dos estereótipos de beleza ocidental são perpetuados (como olhos grandes) levando a grandes movimentos de cirurgia plástica (especialmente nos grupos femininos), mas isso já são histórias para outros dias.

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Aconselho a quem não conhece fazer um esforço, manter a mente aberta e ir aprender um bocadinho sobre esta onda que é o K-Pop. Há uma grande probabilidade de gostarem de alguma coisa porque isto enrola-se na alma como se fossem algas (mesmo quando o gosto musical, como no meu caso, não tem nada a ver).
Deixo-vos aqui algumas das minhas bandas preferidas, é só copiar e colar no youtube.

  • BigBang    (T.O.P. yaaasss)
  • Got7
  • TBS
  • RedVelvet
  • 2NE1
  • EXO
  • Girl’s Generation
  • F(X)
  • Sistar

Para mim é isto que o K-Pop é, e falo como uma iniciada no assunto, uma experiência visual e auditiva que merece o seu reconhecimento.

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