Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los – Review sem spoilers

Vou tentar ser o mais objetiva possível e por de lado as minhas emoções no que toca ao Harry Potter para vos poder descrever este novo filme de forma clara e profissional.

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FOI MARAVILHOSO! TODA A GENTE TEM DE VER O FILME! QUERO IR AO CINEMA OUTRA VEZ!

Ok, agora que já expressei a minha opinião sincera vamos lá à review.fb2

O filme de monstros fantásticos foi desenvolvido a partir de um livrinho que a J.K. Rowling escreveu há uns anos. Um manual sobre criaturas fantásticas escrito por Newt Scamander, a personagem principal deste novo filme.

Tudo começa em 1926, ano da Lei Seca, quando Newt chega a Nova Iorque para aumentar o seu conhecimento de criaturas mágicas no entanto tudo começa a correr mal quando a mala é aberta e todos os animais fogem. Isto é apenas a premissa do que depressa se afirmou uma história muito maior e complexa que apenas Newt e a sua mala. Monstros Fantásticos é como uma introdução a uma história grande que envolve todo o mundo mágico, inclusive personagens que nós já conhecemos.

As novas personagens não têm nada de superficial, assim como os temas abordados. Prometi que ia ser uma review sem spoilers mas acho importante referir a maneira como J.K. Rowling aborda temas complexos, como a depressão figurada nos dementors e agora abuso infantil… retratado também de uma maneira especial. A crítica social deste tema talvez tenha sido bastante mais evidente que nos filmes do Harry Potter mas isso também vem reforçar que este não foi um filme feito a pensar na camada infantil. Ainda assim, é um filme extremamente engraçado, bem-disposto e cheio de criaturas queridas.

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Tantos anos depois do último Harry Potter seria de esperar alguma resistência em deixar entrar no nosso imaginário coletivo de Harry Potter, tão bem construído ao longo dos anos, novas personagens e novos factos. No entanto, e creio que por ter sido a própria Rowling a escrever o guião, é extremamente fácil gostar e aceitar estas “pessoas” como parte incontestável deste mundo. Obviamente que isto também só foi possível através do ótimo trabalho dos atores como Eddie Redmayne, Colin Farrel, Ezra Miller e Katherine Waterston.

É um filme muito rico, o plot e envolvimento de personagens foi muito bem guardado para que todos, mesmo os que já conhecem o mundo mágico de cor, pudessem experienciar a magia por inteiro

 

 

 

É uma nova era, novos cenários, novo país, novos termos, mas ao mesmo tempo uma familiaridade espantosa que promete levar todos os miúdos da geração Potter de volta a casa.

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Review do livro e filme “A Rapariga no Comboio” ou a história de como eu fiquei convencida que ia ser assassinada.

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Comprei o livro de A Rapariga no Comboio em Março ou Abril deste ano e andei, sem desculpa eu sei, a adiar a leitura. Cada vez mais perto a data da estreia, aqui a vossa amiga Inês pôs olhos à obra e prometeu ler o livro antes de ir ver o filme. O único problema é que eu ia ver o filme na quinta e já era terça-feira. Pois. Assim começa a história da Rapariga no Comboio e de como eu fiquei borderline paranoide.

Era terça, uma da manhã, quando comecei a ler o livro e achei mesmo que não tivesse tempo de acabar antes nos dois dias também não fazia mal. Assim tinha a experiência de ler o livro e o final surpreendente no filme. O livro demorou um bocadinho a apresentar as personagens mas assim que apanhou o passo não consegui mais parar. Os personagens são extremamente bem retratados, tão bem que ficamos a achar e a compreender cada um deles e o porquê de cada uma das suas ações, por mais bizarras que sejam. É uma montanha russa de emoções e questões a cada segredo que é desvendado. Esta história tem várias camadas, cada uma com um segredo que nos altera toda a perceção da narrativa. É impossível deixar de comparar este livro ao Gone Girl, são similares na sua essência, exploram as relações amorosas na sua forma mais deteriorada no entanto a Rapariga no Comboio é mais simples. Mais simples na narrativa mas igualmente complexo na interpretação que eu faço dos acontecimentos. A história segue a vida de três mulheres, ambas em pontos diferentes nas suas vidas, mas vidas essas bastante similares. É quase como se fossem vidas espelhadas. Para mim, as três mulheres representam vários estados da mesma relação: o início maravilhoso, o meio das desconfianças e o término que no fim se fundem no mesmo final trágico.

Tinha esperanças que o filme fosse igualmente surpreendente, rápido, insightful, cheio de mistérios e segredos, porém assemelhou-se mais a um episódio de CSI. Posso até dizer que o livro oferecia mais conteúdo gráfico que o filme, o que pode ser difícil de imaginar. O livro é bem mais povoado de emoções, violência e sexo que o filme, é mais estimulante em todos os sentidos. Sinto que talvez tenha sido um filme apressado pela onda de popularidade do livro mas existiram cenas mal aproveitadas uma vez que o conteúdo base era tão rico.

Li o livro em duas noites, na segunda noite até às quase cinco da manhã (sou mesmo uma jovem rebelde) porque não o conseguia pousar. Eu tinha de saber! O final foi tudo o que não esperava, foi surpreendente, rápido e envolvente.

A conclusão deste post é, leiam o livro. É um livro pequeno e que é lido com muita facilidade. Só vos peço é para não fazerem como eu e lerem-no durante a madrugada. Não consegui adormecer durante imenso tempo porque estava convencida que todos os moradores do prédio me iam assassinar durante o sono. O que não vai parecer tão descabido assim que eu vos disser que também moro ao lado da linha do comboio.

Pois.

 

O Exorcista de Westworld

Hoje trago-vos sugestões de duas ótimas séries de televisão recentes que não podem perder: O Exorcista e Westworld.

Ambas remakes de filmes (e livros) anteriores surgiram no outono de 2016 com grande entusiasmo e com um tema subjacente de Halloween apropriado para a época.

O Exorcista conta a história de dois padres, com passados muito diferentes que juntam forças quando uma jovem da paróquia é possuída. Apesar de já termos ouvido este plot imensas vezes, a série oferece algo de novo, incluindo pequenos apontamentos humorísticos e personagens interessantes que cai mais no plano de thriller que terror.

 

Em segundo lugar, e porque tenho mais para dizer, vem a nova série Westworld, também baseada no filme de 1973 e livro com o mesmo nome.

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Um grande realizador, uma ótima história e bons atores parece ser a receita de sucesso para fazer uma obra prima. A história é complexa mas fácil de compreender assim que nos deixamos envolver no mundo de Westworld. A premissa assenta na história de uma companhia que desenvolve uma espécie de parque de diversões para adultos. O parque oferece um novo mundo inspirado, nos westerns, povoado de robots no qual os visitantes podem manifestar todas as suas fantasias e desejos que rapidamente, e retratando a condição humana, se tornam violentas e sexualmente orientadas. No entanto tudo muda quando um dos anfitriões de inteligência artificial começa a questionar a sua própria existência. Muito mais que uma série sobre robots e inteligência emocional, é uma série sobre a própria consciência humana. Bastante rica nas questões fundamentais da filosofia, Westworld indaga sobre as raízes da humanidade. O fato de a curiosidade e questionamento da inteligência emocional ser acionada por uma frase do Romeu e Julieta é maravilhoso para mim. A série está repleta de referências literárias sugerindo que talvez a arte e a literatura contribuam para a elevação da consciência e inteligência humana (o Fernando Pessoa ia gostar desta série).

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O que nos torna humanos? O que nos faz avançar? A curiosidade e as emoções, inclusive as que nos tornam violentos e primitivos.

É provavelmente uma das melhores séries (e filmes) que já vi e não se assustem com o trailer confuso. Atualmente podem seguir a série no TV Series.

A Casa do Senhor Tim Burton para Filmes Peculiares – Review do filme

Como sabem, recentemente foi adaptado para grande ecrã o livro “O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares” de Ransom Riggs. Podia ser apenas uma adaptação livro-filme como tantas outras se não fosse o realizador o icónico Tim Burton.

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O trabalho de Burton cresceu sobre o olhar do público e, ultimamente, também o público assistiu à sua passagem “do outro lado do espelho” para um lado mais comercial. Sim, aquilo foi uma referência ao filme da Alice no País das Maravilhas, que, também foi realizado pelo Tim Burton. Insatisfeita desde essa altura e tentando esquecer que o Dark Shadows existe, apenas consegui ver Burton como me lembro dele no filme de animação Frankenweenie. Assim, este novo filme surge com imensa curiosidade, em parte para ver se a adaptação do filme é consistente com o livro e se é bom como obra “Burtonesca” por si só.

A verdade é que depois de sair do visionamento do filme e passado uma semana ainda não tenho uma resposta concreta. A história, comparativamente aos livros, está diferente e este fato não é exatamente mau pois como eu disse na minha review do livro, a narrativa torna-se por vezes forçada, enquanto no filme flui com mais facilidade. Outra diferença assenta, obviamente, no final. Nos livros o final é deixado em aberto para facilitar a transição para os outros volumes da história. No filme a narrativa fecha, de forma um pouco confusa e de forma apressada.

Pude reconhecer no filme alguma centelha do mundo Burton. Pequenas memórias de filmes anteriores que foram “plantadas” na Casa da Srª. Peregrine de forma nostálgica. Desde o arbusto em forma de T-Rex que nos leva até ao Eduardo Mãos de Tesoura até à simples premissa do filme nos faz lembrar Burton, mas sem o ser completamente. Houve coisas geniais como as bonecas zombie (animadas com stop-motion) feitas por uma das crianças peculiares, a música bizarra escolhida numa das cenas finais, o guarda-roupa, e claro, o facto de os vilões comerem os olhos das crianças, dando o aspeto de folclore e conto todos que crescemos a ouvir.

O filme tem todos os ingredientes para correr bem: o típico pré-adolescente que subitamente descobre que é especial, romance, estética Vitoriana e Eva Green. Esta última, Eva Green, foi maravilhosa como senhora Peregrine e fez-me descobrir um novo amor por azul-escuro e preto.

A Casa da Srª. Peregrine faz lembrar muitos outros grandes filmes de Tim Burton, uma mistura ente “Eduardo Mãos de Tesoura” e “O Grande Peixe” (é o meu filme preferido, deviam ver, se ainda não viram) que não dececiona, sejam fãs de Tim Burton ou não.

Gostei, principalmente pela reminiscência feita ao “velho” Burton mas acho que faltava uma pitada de qualquer coisa. Provavelmente uma pitada de “Eu-não-quero-saber-do-número-de-lucro-e-vou-fazer-a-minha-cena-bizarra-que-é-o-que-eu-faço-melhor-porque-eu-sou-o-Tim-Burton!

Ps.: Alguém viu o Tim Burton numa das últimas cenas na roda gigante durante um milésimo de segundo ou fui só eu?

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Binge watching – Jane the Virgin

Não sei se estão familiarizados com o tema mas “binge watching” é o acto de ver uma série “compulsivamente”. É também a única forma legítima de ver qualquer tipo de série. No entanto as contra-indicações alertam para um alheamento da realidade, abandono de actividades sociais e, nos casos extremos, perda de identidade do “self”.

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Resumindo eu vi toda a primeira temporada de Jane the Virgin numa semana e agora a minha vida tornou-se numa novela mexicana. Vinte e dois episódios. Sim, vinte e dois… o nome do blog, está tudo ligado.

Confesso que já tinha ouvido falar desta série porém a premissa de que uma rapariga de 23 anos tenha sido inseminada artificialmente por engano, sem nunca ter tido sexy times, não me parecia muito aliciante.

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Mas de facto a premissa é só o que é, uma forma de iniciar a história. Jane the Virgin é uma série de comédia ao estilo das telenovelas (inserir sotaque espanhol) sul-americanas mas sem de facto o ser. É uma ode a uma forma de entretenimento característico de uma cultura latina, um “viva méxico” actual onde nada se torna estático durante muito tempo.

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São vinte e dois episódios repletos de reviravoltas típicas de uma telenovela que nós sabemos que vão acontecer mas não conseguimos deixar de ficar surpreendidos. Está extremamente bem escrita e é acima de tudo uma série refrescante. Todas as personagens parecem clichés, unidimensionais mas com o desenrolar da história se tornam 3D.

Surgiu como uma sugestão da Netflix e apenas vi por curiosidade mas mal dei por isso estava a querer ir cozinhar arepas e a ter uma vozinha com sotaque espanhol no fundo da minha cabeça.

Seja notado que estou a escrever este post porque a 2ª temporada ainda não está disponível na plataforma Netflix apesar de já ter terminado este mês, porque senão estaria a ver a Jane Gloriana Villanueva.

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Agora vamos todos fingir que eu não vi spoilers quando fui procurar imagens para por aqui.

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Review 11.22.63 (pt.: 22.11.63)

Todos sabemos que o Stephen King é um mestre no seu ofício e o mesmo pode ser dito de J. J. Abrams. Então o que acontece quando juntamos os dois? Uma série maravilhosa que todos deviam ver.

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11.22.63 começa com a história de Jake Epping, um professor de inglês, a quem é dada a oportunidade de voltar atrás no tempo e impedir o assassinato de J. F. Kennedy e a promessa de que o mundo presente seria melhor se esse evento nunca tivesse acontecido. A série é dividida em 8 episódios onde não faltam os elementos típicos de Stephen King – como o mendigo de chapéu que parece saber alguma coisa – e de Abrams (sim, com direito a flares de luz azuis). Toda a história e estória são envolvidas em mistério, reviravoltas, comédia, suspense e algo que eu não esperava… romance.

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A fotografia, o guarda-roupa e cenário são de louvar, transportando-nos para um mundo do qual não vamos querer sair. Este projeto foi extremamente bem conseguido pois não deixa nenhuma ponta da história de fora, roçando até nos movimentos dos direitos civis dos anos 60, o que lhe confere uma credibilidade fora do comum.

Não querendo preencher esta review de spoilers apenas posso dizer que a série transcende o seu argumento inicial, mostrando-nos que o passado tal como aconteceu, bom e mau, tornou-nos naquilo que somos hoje. E, principalmente, que o presente é para ser vivido sem arrependimentos.

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Se eu pudesse voltar atrás no tempo via esta série outra vez desde o início para sentir as mesmas emoções que experienciei quando a vi pela primeira vez.

E vocês se pudessem voltar atrás no tempo o que fariam?

11.22.63 foi a melhor série que vi nos ultimamente e aconselho vivamente a irem espreita-la. Em Portugal podem ver na Fox, segundas-feiras às 22:15 horas.

 

Oscars, DiCaprios e outras considerações

Estamos muito perto dos Oscars e este ano a questão “será que é desta, DiCaprio?” mantem-se. Portanto aqui ficam algumas considerações sobre esta gala e opiniões que não serão assim tão populares.

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  • Apesar de achar que o Oscar de melhor filme vai ser atribuído ao The Revenant, ainda acho também que este filme é um exemplo perfeito de que bom realizador + bons atores + boa fotografia nem sempre equivale a uma boa narrativa. Os aspectos visuais eram excelentes, sempre com um elemento de surpresa porém não achei o argumento propriamente inovador.
  • A prestação do Tom Hardy foi superior à do Leonardo DiCaprio, no mesmo filme, pelo que este deverá levar para casa a estatueta de melhor ator secundário.
  • Não, acho que o Leo ainda não vai ganhar este ano, e apesar de estar a torcer pelo Redmayne (ainda vou fazer uma review da Danish Girl apesar de já estar atrasada) ainda acho que vai ser o Fassbender o vencedor da noite. Porquê? Não sei, palpites (afinal é para especular que servem os oscars).
  • Brie Larson, claro. The girl is on a hot hair balloon and the only way is up. Se bem que também a Saoirse (mas esta já ganha por ter um dos melhores nomes Europeus).
  • É um bom ano para girl power, todas as prestações foram óptimas, e aponto a Alicia Vikander para melhor atriz secundária (é, tenho mesmo de fazer a review do Danish Girl). Ofereço uma menção honrosa a Jennifer Jason Leigh pela participação no Hateful Eight. Nunca vi personagem mais fora do comum que a dela.
  • Tenho especial consideração pela categoria de animação. Não há grandes surpresas aqui, infelizmente os estúdios grandes arrecadam sempre os prémios, não que não sejam merecidos, mas o estúdio Ghibli já merecia algum reconhecimento ocidental, especialmente agora que está em vias de desligar as luzes. Assim não me espanta que os dois grandes deste estúdio tenham recusado a proposta da academia para fazerem parte do júri.
  • Espero que o Mad Max colecione algumas estatuetas em aspectos mais técnicos e o Star Wars na melhor banda sonora.
  • O guarda-roupa este ano é de quem o apanhar mas acho que o The Renevant vai ter os braços mais longos.
  • O tema polémico da falta de diversidade nos Óscars este ano é, na minha opinião, propositado. Já viram o Beasts Of No Nation? Não? Então vão ver e depois venham cá falar comigo sobre o Idris Elba. Entre representatividade e oportunidade de papeis multirraciais ficamos com excelentes actores desvalorizados. Mas o Chris Rock não vai deixar passar isto ao lado. 82412-Idris-Elba-JUDGING-YOU-gif-RTIO

Conclusão: Os Oscars refletem uma opinião de um certo grupo específico de pessoas, não devendo ser considerados como um selo de aprovação definitivo do que é bom ou mau. Ou do que é melhor sobre o outro. Pessoas diferentes sentem filmes diferentes de forma diferente e o que a academia considera melhor não tem de ser necessariamente o melhor para o espectador. Penso que os Oscars deveriam ser uma celebração do que melhor se faz na sétima arte e não uma competição tão acesa como é agora. Toda a gente gosta de ver o seu trabalho reconhecido claro mas, por exemplo no caso do Leonardo DiCaprio, se ainda não for este ano que o moço ganha o tão almejado Oscar, não faz dele um actor inferior ao que eventualmente ganhe. Não devia ser a opinião das pessoas que consomem os filmes mais importante que a opinião de meia dúzia de homens de meia idade? Ninguém é dono da arte, e como em todas as outras 6 artes, é tudo muito subjetivo.

Ps.: Esperem os memes segunda, com ou sem Oscar. BREAK THE INTERNET LEO!