Tarte Briana (tarte de chocolate branco merengada)

Em jeito de celebração da nova temporada de Game of Thrones, decidi partilhar convosco uma tarte inspirada numa das minhas personagens favoritas – Brienne of Tarth. Esta é uma tarte que tem como ingrediente-base chocolate branco e é extremamente simples de fazer.

“Ahhh mas o que é que isso tudo tem a ver com a Brienne of Tarth?” – Perguntam vocês. Nada. Só acho que se a Guerra dos Tronos fosse passada em Portugal esta personagem iria chamar-se Briana das Tartes e isso sim, já tem tudo a ver com tartes.

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Então vamos lá. Vão precisar de:

 

  • 180 g de Chocolate Branco
  • 1 massa areada
  • 150 ml de leite meio gordo
  • 50 ml de natas
  • 10 g de açúcar em pó
  • 2 ovos
  • 1 episódio de Game of Thrones

Derrete o chocolate partido em pedaços com o leite e as natas numa tacho pequeno. Fora do lume, acrescenta as gemas e mistura bem.

Estende a massa de tarte na forma e verte o preparado de chocolate branco lá para dentro. Se optares por utilizar massa quebrada ou folhada pica-a com um garfo e coloca-a um bocadinho no forno para que a massa não fique crua por baixo. Coloca a tarte na parte inferior do forno de cerca de 30 minutos.

Depois de cozida deixa arrefecer. Enquanto isso bata as claras em castelo com o açúcar. Cobre a tarte com as claras e faz desenhos com um garfo. Leva a tarte novamente ao forno (2 minutos) na posição grill bem quente até a parte de cima estar dourada.

Põe o episódio e dar e aproveita!

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Podem ainda substituir o chocolate branco por chocolate de leite ou chocolate de caramelo (sim, existe chocolate de caramelo de cozinha). Tantas possibilidades!

 

두부조림- Receita de Dubu-jorim (ou como quem diz: tofú braseado picante)

Hoje trago uma receita ótima para os meus leitores vegetarianos e para aqueles que querem experimental algo diferente. Este prato coreano pode ser servido com arroz simples ou massa uma vez que já é bastante condimentado por si só. Também podem optar por uma versão sem picante. É uma receita muito simples, rápida e muito saborosa que também pode ser consumida fria, o que a torna excelente para levar para o almoço no trabalho.

Precisam de:

  • 1 embalagem de tofú (500 gramas aproximadamente)
  • Óleo de girassol
  • 1 colher de sopa de sementes de sésamo
  • 1 alho picado
  • Meia cebola picada
  • Cebolinho q.b.

Para o molho misturem numa taça à parte:

  • 1 colher de sopa de molho de soja
  • 1 colher de chá de açúcar
  • 1 colher de sopa de pasta de pimento vermelho
  • 1 colher de chá de pimentão doce
  • 1 colher de chá de piri-piri (opcional)
  • Meio copo de água

 

Lavem o tofú e sequem-no com papel de cozinha o melhor que conseguirem e cortem-no aos quadradinhos. Numa frigideira anti-aderente aqueçam um bocadinho de óleo de girassol e coloquem os quadradinhos de tofú nessa frigideira, com cuidado. Deixem cozinhar até estar dourado de um lado e depois virem os quadrados um por um, para cozinhar uniformemente. O objetivo é deixar o tofú ligeiramente crocante por fora.

Transfiram o tofú para um prato à parte e reservem a frigideira com o óleo restante.

Coloquem a cebola, o alho e algum cebolinho na frigideira e deixei caramelizar.

Depois adicionem o molho, mexendo sempre até reduzir e engrossar. Por último basta juntar os quadradinhos de tofú na frigideira, esperando que o tofú absorve o molho. Juntem as sementes de sésamo e o resto do cebolinho por cima e está pronto a servir.

 

O meu cartão de memória decidiu que queria ser Houdini hoje e fez desaparecer as minhas fotos mais recentes. Assim não tenho fotos minhas dos passos para partilhar aqui mas deixo-vos uma do amigo google para orientação. dubujorim-insta-620x349

Ramen – Receita

Se cresceram nos anos 90, como eu, existe então uma grande probabilidade de verem desenhos animados japoneses onde a comida parecia sempre deliciosa e o ramen era um prato que fazia sempre a sua aparição.

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A minha viagem por descobrir ramen num restaurante Japonês em Portugal não tem sido fácil. Até que me deparei com um restaurante no Porto chamado Goshó que serve ramen feito na hora (e outras coisas deliciosas).

11870883_963389543683376_3599074338787037384_n(Ramen do Goshó)

Um prato de ramen é óptimo para dias chuvosos e cansativos, preparem esta semana para o jantar e deliciem-se enquanto vêm um filme. A receita vai ser explicada com porco mas também podem utilizar frango (minha escolha pessoal) ou mesmo uma alternativa vegetariana (sem carne ou com tofu). Vou disponibilizar duas versões e apesar de serem as duas muito simples uma tem um pequeno atalho para poupar tempo.

Vão precisar de:

  • 1 lombo de porco
  • 1 colher de sopa de sal
  • 2 colheres se molho de soja
  • Fatias de gengibre
  • Noodles
  • Ovos cozidos
  • Rebentos de soja
  • Cebolinho
  • Algas desidratadas

 

Versão tradicional:

Numa panela juntem água, o lombo de porco e o sal até cozer. Retirem o excedente que se forma à superfície, com uma colher, durante o processo. Este passo também é válido para a opção de frango (façam quase uma mini-canja). A água em que cozemos a carne é que vai servir de caldo para o ramen. Cozam os noodles numa panela à parte enquanto a carne é fatiada. Depois é só juntar tudo numa taça bonita. Em primeiro lugar a massa (escorrida), o caldo, o molho de soja (1 colher por taça), as fatias de gengibre, os ovos cozidos (partidos ao meio), rebentos de soja, algas (cortadas aos pedacinhos ou em quadrados maiores) e terminem com cebolinho cortado finamente. Podem usar outros ingredientes como toppings, claro.

Se quiserem uma versão súper-tradicional deixem a carne marinar com sal no frigorífico durante a noite.

 

Versão cheat:

Comecem por temperar a carne ou tofu ao vosso gosto e grelhem numa frigideira até estar dourado, depois vamos fatiar quando já estiver mais frio. Cozam os noodles numa panela e adicionem à água um caldo em cubo ao vosso gosto (legumes, frango ou carne). Assim abreviam caminho a fazer o caldo mas também não é a opção mais saudável. Tudo o resto é igual à receita tradicional. Esta versão é muito mais rápida e igualmente saborosa.

12074730_987282934627370_8804008614860827542_n(A minha versão)

No Japão sorver ramen é quase obrigatório pois demonstra ao chef que estão a gostar do prato… so, SLURP AWAY AND ENJOY!

Chá/tea review – #notsponsored#couldbe

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Toda a gente sabe que o chá alimenta a alma e assim, no final do ano passado, decidi comprar um pacote de cha da “Chá Camélia”. Haaaa mas há imenso chá a vender nos supermercados e bla e cenas. Deste não há. Este chá é especial.
A Chá Camélia é um negócio familiar que atravessa oceanos para trazer a Portugal os sabores do Japão. O meu chá, Genmaicha, foi cultivado pela família Watanabe de Kagoshima, que utiliza folhas de chá verde fininhas misturadas com grãos de arroz ligeiramente tostados.
É um chá muito leve e ligeiramente adocicado que ao saborear quase se consegue sentir os primeiros raios de sol da manhã assim que eles atingem uma plantação japonesa e a brisa do mar.
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Everyone knows that the tea feeds the soul and, last year, I bought some tea from “Chá Camélia”. Haaaa but there is so much tea you can buy at a supermarket and blah. Not this one. This tea is special.
“Chá Camélia” is a family business that crosses seas to bring to Portugal the tastes of Japan. My tea, Genmaicha, was cultivated by the Watanabes from Kagoshima, that use fine green tea leaves mixed with roasted rice.
It’s a very light and slightly sweet tea that makes you feel the first sun rays of the morning as they hit a Japanese plantation and the mist of the sea when you taste it.
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(A)Provado: O Macarrão de Estaline

A Bertrand ofereceu um livro ao meu namorado, Jorge, por ele ter participado num concurso que EU lhe mostrei. Foram queridos e enviaram o livro “O Macarrão de Estaline” de Jon Rönström. O livro é uma compilação de receitas que foram um acompanhamento na história mundial. A receita das panquecas da Rosa Parks, o que foi servido no primeiro jantar dos óscars, a salada de camarão do Kurt Cobain (que foi encontrada escrevinhada como nota num dos seus blocos), entre muitas outras receitas curiosas encontram-se aqui.

Desde sempre que a comida aproxima pessoas, gerações e culturas por isso não é de estranhar que este livro ressoe em mim desta maneira tão peculiar. Assim, decidimos experimental o tal macarrão de Estaline, apesar de ser muito simples de fazer, eu, com os meus poderes de chef principal, claro que pedi ao subchefe Jorge para cortar a cebola (os namorados também impedem as namoradas de chorar por isso era um trabalho 2 em 1). Foi o macarrão que Estaline, Churchill e Roosevelt partilharam durante a Conferencia da Crimeia em 1945 e assim faz sentido que o ingrediente secreto seja molho inglês.

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Opinião do subchefe/consumidor/Jorge: “Era bom. Não era gorduroso e é uma refeição rápida”.

Está (a)provado!

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Bertrand, a portuguese editor, gave my boyfriend Jorge a book because he enterer a contest that I told HIM about. They were very sweet and sent us the book “O Macarrão de Estaline” (Stalins Makaroner it’s the original name because I don’t think there is an English version yet). The book is a gathering of recipes that were a side dish in world’s history. Rosa Parks’ pancakes, what was served in the 1st gala of the Oscars, the shrimp salad of Kurt Cobain (that was found scribbled between his notes), between many other interesting recipes that are found here.

Food always brought people closer, generations and cultures together so it’s not so strange to think that this book has this quirky effect on me. So we decided to try this pasta recipe, and although it’s very simple to make, I, with my main chef powers, asked sub chef Jorge to chop the onions for me (boyfriends have the task to prevent girlfriends from crying so it was a 2×1 job). This was the pasta that Stalin, Churchill and Roosevelt shared during the 1945’s Crimea Conference, making sense that the secret ingredient is English sauce.

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Sub chef/eater/Jorge’s opinion: “It’s good. It wasn’t greasy and it’s a fast meal”.

It’s Approved!

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