Prémios da Benefit #TeamRollerLash

Este é o primeiro post do ano aqui no vinte-e-dois-ponto! E há melhor maneira de começar o ano do que a fazer reviews de produtos que me ofereceram o ano passado? Provavelmente sim, mas isso agora não interessa para esta introdução.

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Sabem quando existem sorteios ou passatempos no Facebook e nós temos sempre azar e nunca conseguimos ganhar nada? Eu a partir de agora já não faço parte desse grupo de pessoas. Em Novembro do ano passado ganhei um sorteio da página de Facebook da Sephora em pareria com a Benefit de produtos de pestanas da marca.

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  • 1 removedor de maquilhagem à prova de água They’re Real!
  •  1 primer de pestanas They’re Real!
  • 1 máscara de pestanas Roller Lash em castanho.
  • 1 máscara de pestanas Roller Lash em preto.

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Este removedor de maquilhagem de olhos é maravilhoso para quem, como eu, usa máscara e eyeliner à prova de água. Só é necessário um bocadinho minúsculo de produto aplicado num algodão e tchanã. As pestanas ficam limpas e sem vestígios de maquilhagem. Apesar de os pandas serem muito queridos nenhum de nós quer ter os olhos pretos no outro dia de manhã.

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Este é o primer They’re Real. Estava muito curiosa para experimentar este produto para confirmar se de fato usar um primer de pestanas faz alguma diferença. É como uma máscara de pestanas mais suave, em tom castanho claro, que alonga e separa as pestanas de uma forma bastante natural. Eu noto diferença porque quando vou aplicar a máscara normal, que é mais espessa que o primer, as pestanas não se colam umas às outras.

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As máscaras Roller Lash são ótimas, tanto a preta como a castanha! A varinha é de silicone, e curvada para estender as pestanas até ao céu. Sempre usei máscara preta porque tenho o cabelo escuro mas agora fiquei fã da versão castanha. É mais natural, para um look de dia-a-dia ou para pessoas de cabelo claro que consideram que pestanas muito escuras fazem contraste com o seu tom de cabelo.

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BOO!

Assustei-vos? Que raio, é só a minha cara. Do lado esquerdo tenho a Roller Lash em preto e do lado direito apenas o primer. Como podem ver, o primer não alonga nem confere volume ás pestanas mas faz um ótimo trabalho a separá-las.

Tendo em conta que cada um destes produtos ronda os 25 euros penso que os únicos que valem mesmo a pena comprar, ou no meu caso voltar a comprar, as máscaras de pestanas Roller Lash. O primer resulta tal como promete mas pergunto-me se será essencial. O removedor ou desmaquilhante é brilhante mas considero-o demasiado caro. São todos ótimos produtos e se tiverem oportunidade disso experimentem-nos!

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Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los – Review sem spoilers

Vou tentar ser o mais objetiva possível e por de lado as minhas emoções no que toca ao Harry Potter para vos poder descrever este novo filme de forma clara e profissional.

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FOI MARAVILHOSO! TODA A GENTE TEM DE VER O FILME! QUERO IR AO CINEMA OUTRA VEZ!

Ok, agora que já expressei a minha opinião sincera vamos lá à review.fb2

O filme de monstros fantásticos foi desenvolvido a partir de um livrinho que a J.K. Rowling escreveu há uns anos. Um manual sobre criaturas fantásticas escrito por Newt Scamander, a personagem principal deste novo filme.

Tudo começa em 1926, ano da Lei Seca, quando Newt chega a Nova Iorque para aumentar o seu conhecimento de criaturas mágicas no entanto tudo começa a correr mal quando a mala é aberta e todos os animais fogem. Isto é apenas a premissa do que depressa se afirmou uma história muito maior e complexa que apenas Newt e a sua mala. Monstros Fantásticos é como uma introdução a uma história grande que envolve todo o mundo mágico, inclusive personagens que nós já conhecemos.

As novas personagens não têm nada de superficial, assim como os temas abordados. Prometi que ia ser uma review sem spoilers mas acho importante referir a maneira como J.K. Rowling aborda temas complexos, como a depressão figurada nos dementors e agora abuso infantil… retratado também de uma maneira especial. A crítica social deste tema talvez tenha sido bastante mais evidente que nos filmes do Harry Potter mas isso também vem reforçar que este não foi um filme feito a pensar na camada infantil. Ainda assim, é um filme extremamente engraçado, bem-disposto e cheio de criaturas queridas.

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Tantos anos depois do último Harry Potter seria de esperar alguma resistência em deixar entrar no nosso imaginário coletivo de Harry Potter, tão bem construído ao longo dos anos, novas personagens e novos factos. No entanto, e creio que por ter sido a própria Rowling a escrever o guião, é extremamente fácil gostar e aceitar estas “pessoas” como parte incontestável deste mundo. Obviamente que isto também só foi possível através do ótimo trabalho dos atores como Eddie Redmayne, Colin Farrel, Ezra Miller e Katherine Waterston.

É um filme muito rico, o plot e envolvimento de personagens foi muito bem guardado para que todos, mesmo os que já conhecem o mundo mágico de cor, pudessem experienciar a magia por inteiro

 

 

 

É uma nova era, novos cenários, novo país, novos termos, mas ao mesmo tempo uma familiaridade espantosa que promete levar todos os miúdos da geração Potter de volta a casa.

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Review do livro e filme “A Rapariga no Comboio” ou a história de como eu fiquei convencida que ia ser assassinada.

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Comprei o livro de A Rapariga no Comboio em Março ou Abril deste ano e andei, sem desculpa eu sei, a adiar a leitura. Cada vez mais perto a data da estreia, aqui a vossa amiga Inês pôs olhos à obra e prometeu ler o livro antes de ir ver o filme. O único problema é que eu ia ver o filme na quinta e já era terça-feira. Pois. Assim começa a história da Rapariga no Comboio e de como eu fiquei borderline paranoide.

Era terça, uma da manhã, quando comecei a ler o livro e achei mesmo que não tivesse tempo de acabar antes nos dois dias também não fazia mal. Assim tinha a experiência de ler o livro e o final surpreendente no filme. O livro demorou um bocadinho a apresentar as personagens mas assim que apanhou o passo não consegui mais parar. Os personagens são extremamente bem retratados, tão bem que ficamos a achar e a compreender cada um deles e o porquê de cada uma das suas ações, por mais bizarras que sejam. É uma montanha russa de emoções e questões a cada segredo que é desvendado. Esta história tem várias camadas, cada uma com um segredo que nos altera toda a perceção da narrativa. É impossível deixar de comparar este livro ao Gone Girl, são similares na sua essência, exploram as relações amorosas na sua forma mais deteriorada no entanto a Rapariga no Comboio é mais simples. Mais simples na narrativa mas igualmente complexo na interpretação que eu faço dos acontecimentos. A história segue a vida de três mulheres, ambas em pontos diferentes nas suas vidas, mas vidas essas bastante similares. É quase como se fossem vidas espelhadas. Para mim, as três mulheres representam vários estados da mesma relação: o início maravilhoso, o meio das desconfianças e o término que no fim se fundem no mesmo final trágico.

Tinha esperanças que o filme fosse igualmente surpreendente, rápido, insightful, cheio de mistérios e segredos, porém assemelhou-se mais a um episódio de CSI. Posso até dizer que o livro oferecia mais conteúdo gráfico que o filme, o que pode ser difícil de imaginar. O livro é bem mais povoado de emoções, violência e sexo que o filme, é mais estimulante em todos os sentidos. Sinto que talvez tenha sido um filme apressado pela onda de popularidade do livro mas existiram cenas mal aproveitadas uma vez que o conteúdo base era tão rico.

Li o livro em duas noites, na segunda noite até às quase cinco da manhã (sou mesmo uma jovem rebelde) porque não o conseguia pousar. Eu tinha de saber! O final foi tudo o que não esperava, foi surpreendente, rápido e envolvente.

A conclusão deste post é, leiam o livro. É um livro pequeno e que é lido com muita facilidade. Só vos peço é para não fazerem como eu e lerem-no durante a madrugada. Não consegui adormecer durante imenso tempo porque estava convencida que todos os moradores do prédio me iam assassinar durante o sono. O que não vai parecer tão descabido assim que eu vos disser que também moro ao lado da linha do comboio.

Pois.

 

O Exorcista de Westworld

Hoje trago-vos sugestões de duas ótimas séries de televisão recentes que não podem perder: O Exorcista e Westworld.

Ambas remakes de filmes (e livros) anteriores surgiram no outono de 2016 com grande entusiasmo e com um tema subjacente de Halloween apropriado para a época.

O Exorcista conta a história de dois padres, com passados muito diferentes que juntam forças quando uma jovem da paróquia é possuída. Apesar de já termos ouvido este plot imensas vezes, a série oferece algo de novo, incluindo pequenos apontamentos humorísticos e personagens interessantes que cai mais no plano de thriller que terror.

 

Em segundo lugar, e porque tenho mais para dizer, vem a nova série Westworld, também baseada no filme de 1973 e livro com o mesmo nome.

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Um grande realizador, uma ótima história e bons atores parece ser a receita de sucesso para fazer uma obra prima. A história é complexa mas fácil de compreender assim que nos deixamos envolver no mundo de Westworld. A premissa assenta na história de uma companhia que desenvolve uma espécie de parque de diversões para adultos. O parque oferece um novo mundo inspirado, nos westerns, povoado de robots no qual os visitantes podem manifestar todas as suas fantasias e desejos que rapidamente, e retratando a condição humana, se tornam violentas e sexualmente orientadas. No entanto tudo muda quando um dos anfitriões de inteligência artificial começa a questionar a sua própria existência. Muito mais que uma série sobre robots e inteligência emocional, é uma série sobre a própria consciência humana. Bastante rica nas questões fundamentais da filosofia, Westworld indaga sobre as raízes da humanidade. O fato de a curiosidade e questionamento da inteligência emocional ser acionada por uma frase do Romeu e Julieta é maravilhoso para mim. A série está repleta de referências literárias sugerindo que talvez a arte e a literatura contribuam para a elevação da consciência e inteligência humana (o Fernando Pessoa ia gostar desta série).

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O que nos torna humanos? O que nos faz avançar? A curiosidade e as emoções, inclusive as que nos tornam violentos e primitivos.

É provavelmente uma das melhores séries (e filmes) que já vi e não se assustem com o trailer confuso. Atualmente podem seguir a série no TV Series.

A Casa do Senhor Tim Burton para Filmes Peculiares – Review do filme

Como sabem, recentemente foi adaptado para grande ecrã o livro “O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares” de Ransom Riggs. Podia ser apenas uma adaptação livro-filme como tantas outras se não fosse o realizador o icónico Tim Burton.

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O trabalho de Burton cresceu sobre o olhar do público e, ultimamente, também o público assistiu à sua passagem “do outro lado do espelho” para um lado mais comercial. Sim, aquilo foi uma referência ao filme da Alice no País das Maravilhas, que, também foi realizado pelo Tim Burton. Insatisfeita desde essa altura e tentando esquecer que o Dark Shadows existe, apenas consegui ver Burton como me lembro dele no filme de animação Frankenweenie. Assim, este novo filme surge com imensa curiosidade, em parte para ver se a adaptação do filme é consistente com o livro e se é bom como obra “Burtonesca” por si só.

A verdade é que depois de sair do visionamento do filme e passado uma semana ainda não tenho uma resposta concreta. A história, comparativamente aos livros, está diferente e este fato não é exatamente mau pois como eu disse na minha review do livro, a narrativa torna-se por vezes forçada, enquanto no filme flui com mais facilidade. Outra diferença assenta, obviamente, no final. Nos livros o final é deixado em aberto para facilitar a transição para os outros volumes da história. No filme a narrativa fecha, de forma um pouco confusa e de forma apressada.

Pude reconhecer no filme alguma centelha do mundo Burton. Pequenas memórias de filmes anteriores que foram “plantadas” na Casa da Srª. Peregrine de forma nostálgica. Desde o arbusto em forma de T-Rex que nos leva até ao Eduardo Mãos de Tesoura até à simples premissa do filme nos faz lembrar Burton, mas sem o ser completamente. Houve coisas geniais como as bonecas zombie (animadas com stop-motion) feitas por uma das crianças peculiares, a música bizarra escolhida numa das cenas finais, o guarda-roupa, e claro, o facto de os vilões comerem os olhos das crianças, dando o aspeto de folclore e conto todos que crescemos a ouvir.

O filme tem todos os ingredientes para correr bem: o típico pré-adolescente que subitamente descobre que é especial, romance, estética Vitoriana e Eva Green. Esta última, Eva Green, foi maravilhosa como senhora Peregrine e fez-me descobrir um novo amor por azul-escuro e preto.

A Casa da Srª. Peregrine faz lembrar muitos outros grandes filmes de Tim Burton, uma mistura ente “Eduardo Mãos de Tesoura” e “O Grande Peixe” (é o meu filme preferido, deviam ver, se ainda não viram) que não dececiona, sejam fãs de Tim Burton ou não.

Gostei, principalmente pela reminiscência feita ao “velho” Burton mas acho que faltava uma pitada de qualquer coisa. Provavelmente uma pitada de “Eu-não-quero-saber-do-número-de-lucro-e-vou-fazer-a-minha-cena-bizarra-que-é-o-que-eu-faço-melhor-porque-eu-sou-o-Tim-Burton!

Ps.: Alguém viu o Tim Burton numa das últimas cenas na roda gigante durante um milésimo de segundo ou fui só eu?

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Look Fantastic Beauty Box – A minha primeira caixa de subscrição

Como sabem as caixas de subscrição mensal estão em todo o lado e podemos encontrar dos mais variados temas, no entanto, eu nunca tinha comprado nenhuma. Com a chegada do site Look Fantastic a Portugal decidi encomendar a Beauty Box deles. A caixa é enviada mensalmente e  contém 6 produtos de beleza de várias marcas disponíveis no site.

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Com vários temas todos os meses e vários designs, a caixa do mês de Julho centrou-se no tema do verão. Encontrámos assim produtos apropriados para uma pele limpa, brilhante e beijada pelo sol, não esquecendo a proteção do cabelo e do calor.

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Bellápierre Cosmetics Cheek & Lip Stain (5g) – Um bálsamo labial rosado para conferir uma ligeira cor natural aos lábios e bochechas. O produto veio em tamanho full size (não é amostra) e é vendido no site por 16,45 euros.

MiTi Professional Hair Tie Absolute White – 3 elásticos de cabelo de silicone cujo preço é 6,45 euros.

Kebelo Silk Cream – Creme de cabelo em tamanho de amostra.

NUXE Huile Prodigieuse Or Multi Usage Dry Oil Golden Shimmer – Óleo dourado multiusos em tamanho de amostra. Cheira muito bem, um bocadinho intenso, mas pode ser utilizado na face, corpo e cabelo.

Goof Proof Brow Pencil da Benefit – Amosta de um dos novos produtos da Benefit para as sobrancelhas. É muito fácil de usar e poupa imenso tempo quando chega a hora de preencher as sobrancelhas. O design do lápis também é muito bonito, só tenho pena que seja mesmo uma amostra.

in Transit Camera Close-Up da this works – Este é um primer que não é à base de silicone logo não deixa a pele oleosa MAS hidrata! Ultimamente tenho tido um problema com os primers: deixam a pele oleosa na zona T mas continuo com muitas peles secas (mesmo hidratando com creme antes). Miraculosamente, este primer faz tudo. Não é necessário creme hidratante antes de o colocar e deixa a pele seca, lisa e pronta para a maquilhagem. A embalagem full size tem um valor de 37,45 euros e será uma das coisas que vou voltar a comprar. Também gostava de conhecer outros produtos da marca.

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A Beauty Box custa 20 euros mensalmente, porém podem diminuir o seu custo fazendo uma subscrição de mais meses. Se pretenderem subscrever a caixa durante 3 meses, cada caixa terá o preço de 18 euros cada uma; 6 meses baixa o valor da caixa para 17 euros; por 12 meses podem ter todas as caixas por apenas 15, 50 euros cada. Porém tenham em atenção pois assim que subscreverem uma das modalidades de assinatura apenas podem cancelar a subscrição da Beauty Box assim que todas as caixas tenham sido enviadas.

Esta caixa é perfeita para quem gosta de experimentar muitos produtos diferentes que provavelmente não iria ter oportunidade de experimentar comprando o tamanho full size. No site publicitam que as caixas mensais contêm produtos de valor superior a 65 euros porém isso apenas seria verdade se todos os itens fossem de tamanho “normal”. Independentemente disso é uma caixa de imenso valor e é sempre uma surpresa que podem receber todos os meses.

Gostava de experimentar mais Beauty Boxes da Look Fantastic pois penso que com apenas uma caixa não consegui compreender a verdadeira experiência mas pode ser que surja uma parceria no futuro XD.

A edição deste mês tem como tema o Reino Unido e já podem encomendar no site Look Fantastic Portugal.

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O Oceano no Fim do Caminho – Review

Há muitos anos atrás lembro-me de ver o livro “Deuses Americanos” numa livraria e pensar que a obra abordava uma temática interessante mas que talvez tivesse uma narrativa demasiado complexa para o que eu procurava na altura. Recentemente decidi que devia aventurar-me no mundo de Neil Gaiman até porque “Deuses Americanos” está neste momento a ser adaptado para cinema. Queria um compromisso pequeno com o autor por isso em vez de saltar logo para o objetivo principal decidi provar primeiro as águas deste oceano.

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O Oceano No Fim do Caminho é contado através da perspetiva de um adulto que recorda a sua infância, pela ocasião de um funeral que o leva de volta à sua terra Natal. Da mesma maneira, ao contar a história de quando era pequeno, a personagem principal refere o ponto de mudança na sua infância, até ali normal, como sendo o suicídio de um mineiro sul-africano.  A ligação entre as duas histórias paralelas – o passado e o futuro- é a morte, porque não existe nada mais real, assustador e misterioso que esse acontecimento.

A narrativa toma contornos fantásticos e sobrenaturais que se desenrolam como metáforas dos sentimentos de uma criança de sete anos e como esta perceciona o “mundo dos adultos”. Apesar de conter um bom pedaço de fantasia mais infantilizada podemos deliciarmo-nos com as metáforas que talvez escapariam a um olhar mais jovem. O tema geral do livro manteve-me sempre em mento o filme de animação “Coraline”, inspirado pelo livro com o mesmo nome, também de Neil Gaiman. O tema subjacente de um ambiente familiar seguro que de repente é abalado por uma substituição da imagem materna é muito forte em ambas as histórias, de maneira que a visão que a personagem principal tem sobre o mundo fica para sempre alterada.

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Ainda que pequenino em tamanho este livro é grande em significado. Podemos incitar a ideia de que é essencialmente um conto sobre a memória. Sobre como acontecimentos de infância iniciam o compasso da personalidade adulta de um indivíduo, esteja este ciente desse facto ou não. Do ponto de vista de um adulto mostra que mesmo quando crescemos ou envelhecemos continuamos com dúvidas e receios e isso faz parte de “ser”.

Neil Gaiman oferece-nos algo especial com a sua escrita, algo que não é mensurável nem passível de explicação… mas nenhuma coisa especial o é.

“Vou dizer-te uma coisa importante. Os adultos também não parecem adultos, no interior. Por fora são grandes e intrépidos e sabem sempre o que fazer. Por dentro são como sempre foram. Como eram quando tinham a tua idade. A verdade é que não há adultos. Não existe nem um, no mundo inteiro.”