Binge watching – Jane the Virgin

Não sei se estão familiarizados com o tema mas “binge watching” é o acto de ver uma série “compulsivamente”. É também a única forma legítima de ver qualquer tipo de série. No entanto as contra-indicações alertam para um alheamento da realidade, abandono de actividades sociais e, nos casos extremos, perda de identidade do “self”.

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Resumindo eu vi toda a primeira temporada de Jane the Virgin numa semana e agora a minha vida tornou-se numa novela mexicana. Vinte e dois episódios. Sim, vinte e dois… o nome do blog, está tudo ligado.

Confesso que já tinha ouvido falar desta série porém a premissa de que uma rapariga de 23 anos tenha sido inseminada artificialmente por engano, sem nunca ter tido sexy times, não me parecia muito aliciante.

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Mas de facto a premissa é só o que é, uma forma de iniciar a história. Jane the Virgin é uma série de comédia ao estilo das telenovelas (inserir sotaque espanhol) sul-americanas mas sem de facto o ser. É uma ode a uma forma de entretenimento característico de uma cultura latina, um “viva méxico” actual onde nada se torna estático durante muito tempo.

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São vinte e dois episódios repletos de reviravoltas típicas de uma telenovela que nós sabemos que vão acontecer mas não conseguimos deixar de ficar surpreendidos. Está extremamente bem escrita e é acima de tudo uma série refrescante. Todas as personagens parecem clichés, unidimensionais mas com o desenrolar da história se tornam 3D.

Surgiu como uma sugestão da Netflix e apenas vi por curiosidade mas mal dei por isso estava a querer ir cozinhar arepas e a ter uma vozinha com sotaque espanhol no fundo da minha cabeça.

Seja notado que estou a escrever este post porque a 2ª temporada ainda não está disponível na plataforma Netflix apesar de já ter terminado este mês, porque senão estaria a ver a Jane Gloriana Villanueva.

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Agora vamos todos fingir que eu não vi spoilers quando fui procurar imagens para por aqui.

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Review 11.22.63 (pt.: 22.11.63)

Todos sabemos que o Stephen King é um mestre no seu ofício e o mesmo pode ser dito de J. J. Abrams. Então o que acontece quando juntamos os dois? Uma série maravilhosa que todos deviam ver.

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11.22.63 começa com a história de Jake Epping, um professor de inglês, a quem é dada a oportunidade de voltar atrás no tempo e impedir o assassinato de J. F. Kennedy e a promessa de que o mundo presente seria melhor se esse evento nunca tivesse acontecido. A série é dividida em 8 episódios onde não faltam os elementos típicos de Stephen King – como o mendigo de chapéu que parece saber alguma coisa – e de Abrams (sim, com direito a flares de luz azuis). Toda a história e estória são envolvidas em mistério, reviravoltas, comédia, suspense e algo que eu não esperava… romance.

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A fotografia, o guarda-roupa e cenário são de louvar, transportando-nos para um mundo do qual não vamos querer sair. Este projeto foi extremamente bem conseguido pois não deixa nenhuma ponta da história de fora, roçando até nos movimentos dos direitos civis dos anos 60, o que lhe confere uma credibilidade fora do comum.

Não querendo preencher esta review de spoilers apenas posso dizer que a série transcende o seu argumento inicial, mostrando-nos que o passado tal como aconteceu, bom e mau, tornou-nos naquilo que somos hoje. E, principalmente, que o presente é para ser vivido sem arrependimentos.

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Se eu pudesse voltar atrás no tempo via esta série outra vez desde o início para sentir as mesmas emoções que experienciei quando a vi pela primeira vez.

E vocês se pudessem voltar atrás no tempo o que fariam?

11.22.63 foi a melhor série que vi nos ultimamente e aconselho vivamente a irem espreita-la. Em Portugal podem ver na Fox, segundas-feiras às 22:15 horas.